domingo, 25 de agosto de 2013
Escolhas
Tudo o que eu sei é que me entristece não poder simplesmente fazer o que eu gostaria, ter essa necessidade de escolha tão cedo. Eu tenho apenas 19 anos, não consigo nem escolher a camiseta que vou usar no dia e tenho que saber o que farei pelo resto da minha vida.
Quando a pessoa que você foi no passado se choca com quem você é hoje. Quero escolher não escolher.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Depressão
Uma constante na minha vida há muitos anos é a depressão.
Não é uma simples tristeza que vem e vai, uma chateação com algo que aconteceu... é algo como um marasmo da alma, uma impotência diante de tudo e todos. Pode nem mesmo ter motivos, assim como pode os ter. Não sou psiquiatra ou psicóloga, tento apenas descrever um estado de espírito (ou mesmo uma maneira de ser).
Depressão é aquele vazio dentro de você. É aquele sentimento de que por mais que você se mova, nunca vai sair do lugar, seus esforços são inúteis. Sua comida favorita tem gosto de papelão, seu jogo favorito é chato e seus amigos te virram as costas. Tudo que você quer é ficar só, mas isso só te deixa ainda pior.
Combinada com a ansiedade, a depressão pode causar um estrago ainda maior. Self-harming, drogas, álcool, inconsequência... é a porta para todos os tipos possíveis de auto-abuso. Muitos me acusam de ser intensa demais, mas o desespero é tão grande, a ansiedade me desespera para preencher o vazio dentro de mim. Todo sentimento, sensação... desde que seja algo fácil de atingir (que não precise pensar demais), bom ou ruim, faz com que minha existência deixe de ser algo... sem sal.
E o pior é que esse estado é confortável. Depressão é zona de conforto, um pântano que não tem fim, independentemente de para onde você olhe.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Existem alguns conceitos fundamentais que devem ser levados em conta para o entendimento dessa luta. Entre eles: identidade de gênero, orientação sexual, papel de gênero e cissexismo.
Aos 12, todos prometem a si mesmos que nunca crescerão, ou, pelo menos, que não se tornarão adultos chatos e amargurados. O que acontece com essa promessa? Normalmente, a vida acontece. A "sociedade" aponta o dedo na sua cara e te manda fazer escolhas. O nome deste blog e o texto que eu deixo fixado lá em cima falam disso: estude, tenha um emprego, case-se, tenha filhos, envelheça e morra sem nunca ter feito o que você realmente queria. Choose life. Nesse processo, a criança curiosa e facilmente impressionável, que se encanta com coisas simples tanto quanto com as extraordinárias, aquela pessoinha agarrada à ponta do pelo do coelho do universo, para poder vê-lo sem filtro, sem aquele monte de outros pelos tampando sua visão... acaba se perdendo. Seus pais, os adultos à sua volta, depositam em você suas frustrações, decepções e falta de esperança, ao mesmo tempo que você mesmo vai criando seus próprios motivos para não ver mais o encanto das coisas.
De repente, tudo depende de quanto dinheiro você pode ganhar, do quão grande é a casa que você pode comprar, quão bonita sua família é (não importa se seu filho tem baixa autoestima e problemas de diálogo com você). Todos dias você vai para o seu trabalho pensando como você odeia aquele lugar.
Salve sua criança. Se aquilo que dizem para você fazer for o que você realmente quer, pule de cabeça. Se não for, não se culpe por não atender às expectativas dos outros. Não deixe as pessoas ditarem como você deve viver a sua vida!
Deixo aqui meus 5 centavos.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Comecei vários blogs, tanto sozinha quanto com amigos. Nenhum deles deu certo, o projeto era sempre abandonado em pouco tempo. Hoje, às vésperas de completar 20 anos, acho que tenho capacidade para tocar um blog, além de muita coisa a dizer.