Ontem um amigo me perguntou "mas Lola, você realmente gosta de computação?". Eu me dei conta que não sabia responder. Uma das coisas que mais me frustram é a luta entre o que eu quero ser e o que eu realmente sou. É complicado você sonhar a vida inteira em ser algo específico e se dar conta que não é isso quando você já está tão perto dessa realização. É complicado descobrir que aquilo nem era você o tempo todo, ou nem mesmo saber. Talvez eu simplesmente nunca tenha descoberto quem eu era até hoje. Talvez eu nem saiba, ainda hoje. Na verdade, talvez eu nunca saiba.
Tudo o que eu sei é que me entristece não poder simplesmente fazer o que eu gostaria, ter essa necessidade de escolha tão cedo. Eu tenho apenas 19 anos, não consigo nem escolher a camiseta que vou usar no dia e tenho que saber o que farei pelo resto da minha vida.
Quando a pessoa que você foi no passado se choca com quem você é hoje. Quero escolher não escolher.
Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin can openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed-interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suit on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life . . . But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons.
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