Uma constante na minha vida há muitos anos é a depressão.
Não é uma simples tristeza que vem e vai, uma chateação com algo que aconteceu... é algo como um marasmo da alma, uma impotência diante de tudo e todos. Pode nem mesmo ter motivos, assim como pode os ter. Não sou psiquiatra ou psicóloga, tento apenas descrever um estado de espírito (ou mesmo uma maneira de ser).
Depressão é aquele vazio dentro de você. É aquele sentimento de que por mais que você se mova, nunca vai sair do lugar, seus esforços são inúteis. Sua comida favorita tem gosto de papelão, seu jogo favorito é chato e seus amigos te virram as costas. Tudo que você quer é ficar só, mas isso só te deixa ainda pior.
Combinada com a ansiedade, a depressão pode causar um estrago ainda maior. Self-harming, drogas, álcool, inconsequência... é a porta para todos os tipos possíveis de auto-abuso. Muitos me acusam de ser intensa demais, mas o desespero é tão grande, a ansiedade me desespera para preencher o vazio dentro de mim. Todo sentimento, sensação... desde que seja algo fácil de atingir (que não precise pensar demais), bom ou ruim, faz com que minha existência deixe de ser algo... sem sal.
E o pior é que esse estado é confortável. Depressão é zona de conforto, um pântano que não tem fim, independentemente de para onde você olhe.
Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin can openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed-interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suit on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life . . . But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Depressão
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