Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin can openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed-interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suit on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life . . . But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life: I chose something else. And the reasons? There are no reasons.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Em meio às recentes discussões sobre o casamento homoafetivo, homofobia, direitos civis gays e etc, se vê muitos equívocos com relação à diferença entre identidade de gênero e orientação sexual, até mesmo papel de gênero na sociedade. Transfobia, transfeminismo, cissexismo ainda são termos desconhecidos da maioria, a luta dos transgêros sendo basicamente invisível, inclusive dentro do próprio movimento LGBT.
Existem alguns conceitos fundamentais que devem ser levados em conta para o entendimento dessa luta. Entre eles: identidade de gênero, orientação sexual, papel de gênero e cissexismo.
Identidade de gênero é o gênero com o qual a pessoa se identifica, não necessariamente ligada ao seu “sexo cromossômico”, podendo um indivíduo XY se identificar como mulher ou um XX como homem, por exemplo.
Orientação sexual tem a ver com o gênero pelo qual uma pessoa se sente atraída. Um pessoa pode ser “classificada” de acordo com a sua orientação sexual em assexual, bissexual, heterossexual, homossexual ou pansexual. Assexuais não sentem atração por nenhum gênero, bissexuais sentem atração tanto pelo gênero feminino quanto masculino, heterossexuais sentem atração pelo gênero oposto ao seu, homossexuais sentem atração por pessoas de mesmo gênero que o seu e pansexuais são atraídos por pessoas independentemente de seu gênero.
É importante enfatizar que não existe uma relação necessária entre identidade de gênero e orientação sexual. É perfeitamente possível que um indivíduo XX que se identifica como homem seja atraído por homens, nesse caso, sendo homossexual. O mais surpreendente aos desavisados é saber que uma pessoa XY que se identifica como mulher e sente atração por homens é heterossexual.
Dados esses conceitos e ideias, à partir de uma reflexão cuidadosa, percebemos um “novo” tipo de segregação: o cissexismo. Transgênero é toda pessoa que está fora dos padrões de gêneros ditados pela nossa sociedade, de cross-dressers e travestis aos transexuais que passaram por cirurgias de mudança de sexo. Cissexismo é, além da invisibilização dessa parcela da população, a normatização da sociedade numa divisão binária e imutável de gêneros. É um princípio análogo ao sexismo, mas tendo transgêneros como vítimas da opressão.

 À parte de tudo isso que foi dito, existe a ideia de “papel de gênero”, que é o que é esperado de determinado gênero, baseado em padrões sociais. É basicamente dizer que a mãe deve cozinhar e cuidar dos filhos, enquanto o pai deve prover a família, dizer que meninas devem brincar com bonecas e meninos com carrinhos. Essa ideia de divisão de tarefas homem vs. mulher já está começando a cair por terra, num mundo onde, cada vez mais, mulheres assumem cargos de liderança em grandes empresas e homens ficam em casa com os filhos. É necessário abolir o conceito nocivo e opressor de “brinquedos de menina” e “brinquedos de menino”, não existe mais espaço para isso em nosso mundo.
"When you grow up, your heart dies."

Aos 12, todos prometem a si mesmos que nunca crescerão, ou, pelo menos, que não se tornarão adultos chatos e amargurados. O que acontece com essa promessa? Normalmente, a vida acontece. A "sociedade" aponta o dedo na sua cara e te manda fazer escolhas. O nome deste blog e o texto que eu deixo fixado lá em cima falam disso: estude, tenha um emprego, case-se, tenha filhos, envelheça e morra sem nunca ter feito o que você realmente queria. Choose life. Nesse processo, a criança curiosa e facilmente impressionável, que se encanta com coisas simples tanto quanto com as extraordinárias, aquela pessoinha agarrada à ponta do pelo do coelho do universo, para poder vê-lo sem filtro, sem aquele monte de outros pelos tampando sua visão... acaba se perdendo. Seus pais, os adultos à sua volta, depositam em você suas frustrações, decepções e falta de esperança, ao mesmo tempo que você mesmo vai criando seus próprios motivos para não ver mais o encanto das coisas.
De repente, tudo depende de quanto dinheiro você pode ganhar, do quão grande é a casa que você pode comprar, quão bonita sua família é (não importa se seu filho tem baixa autoestima e problemas de diálogo com você). Todos dias você vai para o seu trabalho pensando como você odeia aquele lugar.

Salve sua criança. Se aquilo que dizem para você fazer for o que você realmente quer, pule de cabeça. Se não for, não se culpe por não atender às expectativas dos outros. Não deixe as pessoas ditarem como você deve viver a sua vida!

Deixo aqui meus 5 centavos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Ter um blog é uma coisa que ocorre a todos que gostam de escrever e possuem uma cabeça cheia de ideias. Eu sou uma dessas pessoas.
Comecei vários blogs, tanto sozinha quanto com amigos. Nenhum deles deu certo, o projeto era sempre abandonado em pouco tempo. Hoje, às vésperas de completar 20 anos, acho que tenho capacidade para tocar um blog, além de muita coisa a dizer.